Skyscanner apresenta o relatório

As Viagens no Futuro : ano 2024

Nave espacial pronta para decolagem

Abril, 2024

A AppleTV 3D só transmite más notícias e o dia de trabalho promete ser longo e cansativo. Suspirando, TOM (Traveller of the Millennium, Viajante do Milênio) acena em direção à TV controlada por gestos, e ela desliga. É hora de parar um pouco, ele pensa.

Após uma maratona de semanas trabalhando 12 horas por dia, até seus alertas MeTube indicam que ele precisa de férias. Siri, sua companheira virtual, também percebeu sinais de exaustão.

Espontaneamente, ela começa a apresentar opções de viagens que sabe ser do interesse dele. Talvez uma viagem para ver as manadas de elefantes em extinção na África? “Apenas 20 anos antes de se extinguirem de uma vez”, acrescenta.

"Talvez algo mais relaxante", responde ele.

"Que tal um dos novos hotéis subaquáticos?", sugere ela, diminuindo as luzes, enchendo a sala com o som de ondas batendo em corais e projetando um holograma de uma paisagem marítima de tirar o fôlego, vista das janelas panorâmicas de um quarto por baixo das águas cristalinas das ilhas Fiji.

TOM pesquisando opções de férias
TOM testando virtualmente um quarto de hotel

Siri direciona um streaming virtual para a televisão Glyph de terceira geração e passa os próximos 20 minutos mostrando uma cascata organizada de imagens, palavras e sons inspiradores, a preços calculados para despertar em TOM o desejo de viajar.

Finalmente, uma imagem de um dos novos hotéis espaciais em órbita baixa sobre a deslumbrante curvatura azul-turquesa da Terra faz com que ele se endireite na cadeira e preste atenção. "Agora estamos nos entendendo", diz animado.

"Pode fazer minha reserva, Siri".

Hotel espacial
Hotel espacial

"TOM é um personagem fictício, mas as tecnologias mencionadas no cenário anterior são reais e já estão sendo testadas ou em processo de desenvolvimento de protótipos", afirma o co-fundador do Laboratório do Futuro, Martin Raymond, que colaborou neste relatório para o Skyscanner.

Nossas pesquisas e entrevistas com especialistas sugerem que daqui a 10 anos, a era das pequenas descobertas, pesquisas e reservas de viagem online em diversas plataformas e dispositivos será coisa do passado.

Como afirma Filip Filipov, Diretor de B2B do Skyscanner: "Em um futuro próximo, haverá uma conversão do mercado de massa para os aplicativos semânticos, com base na localização e no Big Data [análise de grandes volumes de dados], que serão de utilização revolucionária para os viajantes.

Google glass

"Dentro de cinco anos, aparelhos como o Google Glass utilizarão estas áreas da tecnologia e observaremos uma mudança significativa na forma como lidamos com as línguas estrangeiras ou escolhemos em qual restaurante almoçar, com base na sabedoria compartilhada, a que teremos acesso imediato."

É tentador olhar de forma cética para as previsões sobre o impacto de tecnologias novas e emergentes na indústria de viagens da década de 2020. É complicado prever quais interfaces e dispositivos terão sucesso e quais irão desaparecer sem deixar rastro.

"Dez anos atrás, quem poderia prever que hoje em dia seria normal comunicar-se diretamente com amigos que estão de férias através do Skype ou do celular, ao invés de enviar um postal, ou ainda escolher viagens em um site pela tela de computador, ao invés de fazê-lo através de uma brochura em um agência de viagens?", pergunta Filipov.

Desde a virada do século, a explosão da internet e de suas tecnologias digitais associadas abalou praticamente todos os campos do esforço humano e transformou a forma como planejamos, reservamos e vivenciamos as viagens.

No entanto, Filipov acredita que esta revolução tecnológica está apenas no início. "Estamos no início de uma viagem que irá assinalar a personalização de conteúdos e avanços em áreas como a Inteligência Artificial que irá, uma vez mais, mudar totalmente a forma como reservamos e tiramos nossas férias", afirma.

"Os serviços de viagens como o Skyscanner terão capacidade para implementar ferramentas online semânticas e intuitivas que conhecerão suas preferências: que você viaja regularmente a negócios, leva apenas bagagem de mão, viaja sempre em primeira classe e gosta de ficar hospedado em hotéis quatro estrelas que fiquem próximos ao local de sua reunião.

Laptop

"Fazer reservas para suas férias de verão será um processo igualmente fácil e perfeito, sabendo que você prefere destinos com sol, que fique a uma distância máxima de sete horas de avião, que você geralmente viaja com duas malas e gosta de hotéis com spa que fiquem próximos à praia.

Em meados da próxima década, os sites de viagens terão capacidade de proporcionar inspiração personalizada de acordo com a tecnologia digital que você tenha em sua casa, praticamente sem que seja necessário pedir.

Resumindo, pense em um mundo em que o viajante esteja sempre em primeiro lugar e a tecnologia junte-se a ele para tornar essa experiência intuitiva, rica e inspiradora.

Este é o mundo que o relatório Skyscanner Viagens no Futuro explora, pois revela e explica a variedade de tecnologias que estão sendo desenvolvidas atualmente e que irão definir

a indústria global de viagens no futuro.

Parte 1: Planejamento & reservas
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Uma perspectiva das viagens na década de 2020

Para compreender as viagens dos nossos viajantes na década de 2020, é necessário que tenhamos em consideração as forças tecnológicas, econômicas e sociais que irão redefinir a indústria global de viagens nos próximos 10 anos.

Talvez o fator mais significativo com que nos deparamos seja o crescimento em direção à Maturidade Digital. Em 2014, o ciberespaço e suas tecnologias associadas deixaram de ser encaradas como novidade ou surpresa e estão se tornando o cenário para tudo em nossas vidas.

Atualmente na China, 464 milhões de pessoas, ou 34,5% da população chinesa, tem acesso à Internet através de smartphones ou dispositivos móveis sem fio, de acordo com o China Internet Network Information Center. A Ásia irá registrar o maior crescimento da classe média – prevê-se que triplique para 1,7 bilhões até 2020, segundo a Brookings Institution – cujo poder de compra estimulará novos comportamentos e atitudes globais em relação à tecnologia digital.

Até 2024, a conectividade à Internet e os dispositivos móveis serão tão triviais como a iluminação elétrica e o ar condicionado central são hoje em dia. A tecnologia estará perfeitamente integrada ao cotidiano dos viajantes, tanto nas economias desenvolvidas como nas economias em desenvolvimento. Segundo a Cisco Systems, serão 50 bilhões de dispositivos conectados à Internet até 2020.

Simultaneamente, haverá uma explosão nas viagens provenientes dos Mercados Prósperos da Ásia, América do Sul e África – as novas economias emergentes de cada região – à medida que seu poder de compra cresce significativamente.

Até 2030, a Ásia, a economia regional com o crescimento mais rápido do mundo, duplicará seu PIB para 67 trilhões de dólares, ultrapassando as previsões do PIB para a Europa e para as Américas, de acordo com o Boston Consulting Group.

Os milhões de viajantes dos Mercados Prósperos serão introduzidos em uma era de Mobilidade Global, com a indústria global de viagens e a procura por oportunidades e experiências de viagem expandindo-se rapidamente na próxima década.

O World Travel & Tourism Council previu um crescimento de 3,2% nas viagens globais em 2013, ultrapassando facilmente o crescimento previsto de 2,4% do PIB mundial. A disparidade foi ainda mais acentuada nas economias emergentes em 2012, com a China e a África do Sul registrando um crescimento anual em viagens de 7% e a Indonésia um aumento de 6%.

O entusiasmo financeiro dos Mercados Prósperos será um antídoto global necessário para a contínua turbulência econômica que definirá a atitude dos viajantes nos Mercados Maduros – as economias na Europa e nos EUA que tiveram seu crescimento reduzido nos últimos cinco anos devido às dívidas pós-crise e à austeridade.

De acordo com o relatório Global Travel Trends de 2012/2013 do IPK International: "Um número cada vez maior destes países não tem capacidade de pagar suas dívidas; a crise da dívida não chegou ao fim e os impactos negativos resultam no comportamento das viagens – a denominada 'mobilidade descendente' – na Europa Ocidental, nos EUA e no Japão".

O fator decisivo para a definição da indústria de viagens global da década de 2020 é o fator social. Uma Bomba-relógio demográfica está à espera, enquanto a população mundial envelhece a um ritmo sem precedentes.

No último século foi registrado o declínio mais rápido da taxa de mortalidade da história da humanidade, com a expectativa de vida mundial média subindo de 47 anos entre 1950 e 1955 para 69 entre 2005 e 2010, de acordo com a ONU.

Em 1950, havia duas crianças com menos de 15 anos para cada adulto com mais de 60. Até 2050, o número de adultos com idade superior a 60 anos será o dobro do número de crianças.

Desta forma, em 2024, nosso viajante fará sua viagem em um mundo onde a procura dos Mercados Prósperos por novas experiências será contraposta pela preocupação financeira dos Mercados Maduros da Europa e dos EUA, ainda em recuperação.

O viajante não se surpreenderá com o fato de que cada aspecto da viagem, começando pela descoberta e reserva, passando pelo período de trânsito e voo, irá incorporar a mais recente tecnologia digital da mesma forma que ele o faz: perfeita e intuitivamente.




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Metodologia de pesquisa

Este relatório do Skyscanner é o resultado do trabalho de uma influente equipe de 56 editores, investigadores e especialistas em tendências do futuro nas mais importantes cidades internacionais, com a finalidade de criar uma representação detalhada dos próximos 10 anos no que diz respeito a tecnologias inovadoras e a novos e entusiasmantes destinos que definirão a indústria de viagens global na década de 2020.

Os especialistas

Exploramos as tecnologias de viagens e os comportamentos futuros combinando o conhecimento de um painel de especialistas mundialmente reconhecidos, incluindo o Futurista Daniel Burrus, autor de Technotrends: Como usar a tecnologia para ficar à frente dos concorrentes, e do Futurologista de Viagens, Dr Ian Yeoman.

Também nos apoiamos em ensinamentos prévios fornecidos pelo estrategista digital Daljit Singh, Chefe de Previsões da Microsoft no Reino Unido; Steve Vranakis, Diretor Criativo Executivo do Google; Kevin Warwick, Professor de Cibernética da Universidade de Reading; e Martin Raymond, co-fundador do Laboratório do Futuro e autor de CreATE, as pessoas do amanhã e do Guia de previsão de tendências.

Os seguintes especialistas do Skyscanner participaram com suas perspectivas e conhecimento especializado: Margaret Rice-Jones, Presidente; Gareth Williams, CEO e co-fundador, Alistair Hann, CTO, Filip Filipov, Chefe de B2B; Nik Gupta, Diretor de Hotéis; e Doug Campbell, Gerente de Marketing de Produto.

Além dos profissionais previamente citados, a rede online do Laboratório do futuro, LS:N Global, e os resultados da série anual de relatórios sobre o futuro das viagens, tecnologia, comida e acomodação do Laboratório do Futuro também foram usados para complementar a pesquisa.




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Material gráfico

As Viagens no Futuro : ano 2024 - Parte 1 PDF (2.5Mb)


As Viagens no Futuro : ano 2024 - Parte 2 PDF (2.5Mb)







As Viagens no Futuro : ano 2024 - Parte 3 PDF (2.5Mb)







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Tahiana Rodrigues

tahiana.rodrigues@skyscanner.com.br

(+1) 305-967-6311

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